Falhas críticas no PHP forçam governos e empresas a suspenderem sites
Duas vulnerabilidades graves na linguagem PHP, que sustenta quase 70% da web, levaram organizações globais a retirar sistemas do ar para aplicar correções emergenciais.
Pontos principais
- O PHP Group liberou as versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35 para corrigir duas falhas críticas de execução remota de código.
- As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem que invasores assumam o controle de servidores sem autenticação.
- Pesquisadores utilizaram modelos de inteligência artificial para detectar as brechas, que estavam presentes na linguagem há mais de uma década.
- Órgãos governamentais na Finlândia, França, Alemanha e Países Baixos suspenderam serviços online como medida preventiva.
- A NSA recomendou que organizações realizem um inventário de seus serviços e desliguem sistemas que não puderem ser atualizados imediatamente.
- Empresas como Amazon e Cloudflare relataram milhares de tentativas de exploração das falhas antes mesmo da divulgação pública das correções.
- O risco é considerado elevado para todas as instalações que atendem requisições web, especialmente em ambientes como mod_php.
Duas vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, geraram um alerta de segurança global nesta semana. Segundo o PHP Group, as falhas permitem a execução remota de código sem a necessidade de autenticação, colocando em risco servidores que utilizam a linguagem, que sustenta cerca de 69,3% dos sites da internet. O grupo de desenvolvedores disponibilizou quatro versões corrigidas — 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12 — e recomendou a atualização imediata de todos os sistemas afetados.
A descoberta das brechas foi facilitada pelo uso de ferramentas de inteligência artificial, que identificaram vulnerabilidades existentes há mais de uma década. Diante do risco de invasão, organizações como a Wikimedia, a BBC e governos de diversos países, incluindo Finlândia e Países Baixos, optaram por retirar temporariamente seus sites do ar. A NSA, agência de segurança dos Estados Unidos, emitiu um comunicado orientando empresas a inventariarem seus serviços e isolarem ou desativarem qualquer sistema que não possa ser corrigido prontamente.
O cenário de risco foi agravado pelo registro de milhões de tentativas de exploração por parte de agentes maliciosos, conforme reportado por empresas de cibersegurança como a Cloudflare e a Amazon, que detectaram ataques antes mesmo da divulgação oficial das correções. Especialistas da Sophos alertam que a complexidade de sistemas legados pode dificultar a implementação das atualizações, tornando o isolamento de rede uma medida necessária para evitar o roubo de dados confidenciais e o controle indevido de infraestruturas críticas. O PHP Group reforçou que o risco é particularmente alto em configurações como o mod_php, onde o exploit pode ser executado antes mesmo do processamento de qualquer código da aplicação.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Falha de segurança em linguagem usada por até 70% dos sites tira páginas de governos do ar e leva NSA a alertar empresas
Times Brasil • 22 out, 09:15
Global Rush to Fix PHP Security Flaw Leaves Some Websites Offline
NYTimes World • 22 out, 08:48
O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar
Época Negócios • 22 out, 08:00
