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Falhas críticas no PHP levam governos e empresas a suspenderem sites

Vulnerabilidades graves na linguagem PHP, detectadas por IA, forçaram organizações globais a retirar sistemas do ar após o vazamento de detalhes técnicos antes da correção oficial.

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Foto: Época Negócios
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21/10 às 16:45, atualizado 18:32

Pontos principais

  • A PHP Foundation lançou as versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35 para corrigir duas falhas críticas de execução remota de código.
  • As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem que invasores assumam o controle de servidores sem necessidade de senha.
  • Pesquisadores das empresas Calif e Wiz utilizaram inteligência artificial para descobrir as falhas, que afetam versões do PHP desde 2004.
  • Detalhes técnicos sobre as vulnerabilidades foram expostos na internet antes da divulgação oficial da atualização, acelerando o risco de ataques.
  • Governos da Finlândia, França e Países Baixos, além de entidades como a BBC e a Wikipedia, suspenderam serviços online como medida preventiva.
  • A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos recomendou a instalação imediata das correções ou a desativação de sistemas expostos.

A PHP Foundation emitiu um alerta de segurança urgente após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP, que permitem a execução remota de código sem a necessidade de autenticação. Segundo o grupo, as falhas, catalogadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, afetam diversas configurações de servidores web, incluindo PHP-FPM, Apache com mod_php e FrankenPHP. A organização disponibilizou atualizações imediatas nas versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35 para mitigar os riscos de corrupção de memória e manipulação de estado global que expõem os sistemas a invasões.

O cenário de risco foi agravado pelo vazamento de detalhes técnicos sobre as vulnerabilidades antes da liberação oficial dos patches, o que levou agências de cibersegurança, como a dos Estados Unidos, a orientar a desativação imediata de sistemas que não pudessem ser atualizados prontamente. Como medida de precaução, governos da Finlândia, França e Países Baixos, além de organizações como a BBC e a Wikipedia, suspenderam temporariamente suas operações online. A descoberta, realizada por pesquisadores da Calif e da Wiz com o auxílio de inteligência artificial, destaca a persistência de falhas em infraestruturas críticas que sustentam grande parte da internet global.

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