Estudo alerta para risco de confusão diagnóstica na leishmaniose
Pesquisadores apontam que sintomas da leishmaniose visceral podem mimetizar doenças hematológicas, atrasando o início do tratamento adequado.
Pontos principais
- Brasil concentra 92% dos casos de leishmaniose visceral nas Américas.
- A doença apresenta sintomas como febre, anemia e inchaço abdominal.
- Diagnóstico pode ser feito via testes rápidos, exames parasitológicos ou PCR.
- O SUS disponibiliza anfotericina B lipossomal para o tratamento da infecção.
Um novo relato de caso científico destaca os desafios enfrentados por profissionais de saúde no diagnóstico da leishmaniose visceral. A patologia, que é endêmica em 80 países, frequentemente apresenta sintomas semelhantes aos de diversas doenças do sangue, o que pode levar a equívocos clínicos e retardar a intervenção médica necessária para os pacientes.
Com o Brasil sendo responsável por 92% dos registros da doença nas Américas, a identificação precoce é considerada fundamental. O protocolo recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) utiliza a anfotericina B lipossomal, medicamento que é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico preciso pode ser confirmado por meio de testes rápidos, exames parasitológicos ou métodos moleculares como o PCR, garantindo o manejo adequado da infecção.
