Brasil registra quatro casos de febre do Nilo Ocidental com um óbito
Casos confirmados em São Paulo e Santa Catarina elevam vigilância, mas especialistas descartam risco de epidemia generalizada no país.
Pontos principais
- O Brasil confirmou quatro casos da doença, com registros em São Paulo e Santa Catarina.
- Um dos pacientes, infectado em Imbituba (SC), não resistiu e faleceu.
- A transmissão ocorre pela picada de mosquitos Culex que picam aves infectadas.
- Menos de 1% dos casos evoluem para quadros graves, como meningite ou encefalite.
- Não há vacina disponível no Brasil, sendo a prevenção baseada no uso de repelentes.
O Ministério da Saúde confirmou a ocorrência de quatro casos de febre do Nilo Ocidental no Brasil, com registros confirmados nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Entre as ocorrências, um óbito foi contabilizado no município catarinense de Imbituba. Diante do cenário, autoridades sanitárias reforçaram a vigilância epidemiológica em todo o território nacional, incluindo a investigação de casos prováveis em outras regiões, como o Piauí. A doença é transmitida pela picada de mosquitos do gênero Culex, que atuam como vetores após se alimentarem de aves infectadas. Especialistas ressaltam que, embora a situação exija atenção, não há risco de uma epidemia generalizada, uma vez que humanos são considerados hospedeiros acidentais e terminais. A maioria dos infectados apresenta quadros leves ou assintomáticos, sendo que menos de 1% dos casos evoluem para complicações neurológicas graves. Como não existem vacinas ou tratamentos antivirais específicos, o manejo clínico foca no suporte aos sintomas e na prevenção através do controle de vetores.
