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Preços de grãos recuam na Bolsa de Chicago com avanço da colheita nos EUA

Cotações de soja, milho e trigo caíram na CBOT pressionadas pelo progresso da colheita norte-americana e pela liquidação de posições no mercado.

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Foto: Canal Rural
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21/10 às 09:15, atualizado 11:03

Pontos principais

  • O contrato de soja para novembro de 2026 fechou a 1.248,25 centavos por bushel, queda de 5,25 centavos.
  • O milho com vencimento em dezembro de 2026 encerrou o pregão a 462,00 centavos por bushel, recuo de 5,00 centavos.
  • A colheita de soja nos Estados Unidos atingiu 64% da área cultivada até 18 de outubro, segundo o USDA.
  • A colheita de milho nos EUA alcançou 44% da área, ritmo impactado por chuvas recentes no Meio-Oeste.
  • O governo de Donald Trump anunciou um auxílio de US$ 8 bilhões para produtores rurais compensarem custos de produção.

Os preços das principais commodities agrícolas recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira, refletindo o avanço da colheita nos Estados Unidos e um movimento de liquidação de posições por parte dos investidores. Segundo dados do CME Group, o vencimento de novembro para a soja fechou a 1.248,25 centavos por bushel, enquanto o milho para dezembro encerrou o dia cotado a 462,00 centavos por bushel.

O progresso das atividades no campo norte-americano pressiona as cotações devido à expectativa de aumento na oferta imediata. Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja atingiu 64% da área cultivada até 18 de outubro, enquanto a de milho chegou a 44%, apesar dos atrasos causados por chuvas recentes no Meio-Oeste. Paralelamente, o mercado monitora o cenário macroeconômico, incluindo o anúncio do presidente Donald Trump sobre um pacote de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores rurais para compensar custos operacionais.

No cenário internacional, a demanda chinesa permanece como um fator de influência para a soja. Dados indicam que a China importou 65,84 milhões de toneladas de soja brasileira entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 612 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27, sinalizando uma dinâmica de mercado global ainda aquecida apesar da pressão baixista nos preços futuros.

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