Larry Ellison usa ações da Oracle como garantia para empréstimos
O bilionário desistiu de vender ações da Oracle e optou por empréstimos bilionários para financiar a aquisição da Warner Bros. Discovery pelo filho.
Pontos principais
- Larry Ellison cancelou um plano de vender US$ 7,5 bilhões em ações da Oracle para levantar capital.
- O bilionário penhorou 413 milhões de ações da Oracle, cerca de 36% de sua participação total, como garantia para empréstimos.
- A estratégia visa financiar a aquisição da Warner Bros. Discovery, avaliada em US$ 111 bilhões, liderada por seu filho, David Ellison.
- Cinco bancos, incluindo Citigroup, JPMorgan, HSBC, UBS e BNP Paribas, detêm interesses de garantia sobre 87 milhões de ações.
- A política da Oracle proíbe executivos de penhorar ações, mas possui uma exceção específica para Ellison.
- O uso de empréstimos permite que Ellison obtenha liquidez sem gerar eventos tributáveis ou sinalizar desconfiança ao mercado.
O cofundador da Oracle, Larry Ellison, alterou sua estratégia financeira para apoiar a aquisição da Warner Bros. Discovery por seu filho, David Ellison. Em vez de prosseguir com a venda de US$ 7,5 bilhões em ações da empresa de software, como planejado inicialmente em setembro, o bilionário optou por ampliar suas linhas de crédito pessoal utilizando participações na Oracle, Tesla, SpaceX e Paramount Skydance como colateral.
A operação envolve um montante de capital significativo, com os Ellison comprometendo US$ 47 bilhões em equity para o negócio de US$ 111 bilhões. Embora a prática de penhorar ações seja restrita pela governança da Oracle, o conselho da empresa mantém uma exceção para o executivo, argumentando que os empréstimos são estruturados como dívidas a termo e não como contas de margem, o que reduziria o risco de liquidações forçadas em caso de volatilidade no mercado.
