Exportação brasileira de madeira bruta deve cair pela metade até 2026
Projeções indicam queda de 2.000 para 635 toneladas na exportação de madeira bruta, reduzindo a receita cambial do setor para 93 milhões de dólares.
Pontos principais
- Volume exportado deve recuar de 2.000 toneladas em 2022 para 635 toneladas em 2026.
- Receita cambial do setor deve cair de quase 200 milhões para 93 milhões de dólares.
- Custos logísticos, restrições ambientais europeias e demanda por celulose pressionam o setor.
- Tarifas impostas pelo governo Trump em 2022 prejudicaram a competitividade brasileira.
- Portugal, Índia e China seguem como os principais destinos da madeira bruta nacional.
A exportação brasileira de madeira bruta enfrenta uma trajetória de declínio acentuado, com projeções indicando uma redução de quase 70% no volume comercializado até 2026. O setor, que movimentou 2.000 toneladas em 2022, deve encerrar o período com apenas 635 toneladas, resultando em uma queda na receita cambial de 200 milhões para 93 milhões de dólares.
Esse cenário é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo custos logísticos elevados e novas restrições ambientais impostas pelo mercado europeu. Além disso, a competitividade do produto brasileiro foi afetada pelas tarifas implementadas pelo governo Trump em 2022, enquanto o aumento da demanda interna por madeira voltada à produção de celulose também altera a dinâmica do mercado. Atualmente, Portugal, Índia e China permanecem como os principais compradores do material.
