Estudo da USP aponta fragilidade de pequenos municípios frente ao clima
Pesquisa revela que cidades com menos de 50 mil habitantes carecem de recursos e integração para enfrentar eventos climáticos extremos.
Pontos principais
- Estudo da FSP-USP analisou dez municípios de pequeno porte no ES, RJ e MG.
- Cerca de 90% dos grandes eventos climáticos atingem cidades com menos de 50 mil habitantes.
- Falta de equipes na Defesa Civil e de verbas próprias limita a capacidade de resposta local.
- A ausência de integração entre secretarias municipais dificulta o planejamento preventivo.
- Pesquisadores sugerem a criação de consórcios regionais para compartilhar recursos técnicos.
Um estudo conduzido pela Faculdade de Saúde Pública da USP revelou que pequenos municípios brasileiros possuem baixa capacidade de adaptação a eventos climáticos extremos. A análise, que focou em dez cidades nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, destacou que a falta de estrutura técnica e de recursos financeiros próprios compromete a atuação da Defesa Civil local. Embora muitas administrações afirmem possuir instrumentos de prevenção, a realidade operacional é marcada pela escassez de pessoal qualificado e pela falta de integração entre as secretarias municipais.
O levantamento ressalta a urgência do problema, dado que quase 90% dos grandes desastres climáticos ocorrem em cidades com menos de 50 mil habitantes. Para mitigar esses riscos, o pesquisador Erick Correia Mota defende a implementação de consórcios e redes de cooperação entre municípios vizinhos. A estratégia visa compartilhar equipes técnicas e otimizar o uso de verbas públicas, permitindo que cidades menores consigam planejar e executar ações conjuntas de resiliência e resposta a emergências.
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