Campanhas eleitorais nos EUA elevam tom com ataques sobre abuso sexual
Candidatos democratas e republicanos investiram US$ 70 milhões em anúncios focados em acusações de abuso e no caso Jeffrey Epstein.
Pontos principais
- Candidatos e grupos externos gastaram ao menos US$ 70 milhões em anúncios de TV desde 1º de setembro.
- Foram identificados 118 anúncios, sendo 63 de democratas, 52 de republicanos e três de independentes.
- A estratégia visa questionar o caráter e o julgamento dos oponentes em um cenário de economia consolidada.
- Casos específicos incluem ataques sobre o escândalo de Jeffrey Epstein e acordos judiciais de abuso infantil.
Candidatos democratas e republicanos nos Estados Unidos têm intensificado o uso de acusações de abuso sexual e referências ao escândalo de Jeffrey Epstein em suas campanhas eleitorais. Desde o início de setembro, mais de US$ 70 milhões foram destinados a anúncios televisivos que buscam desqualificar a reputação dos adversários, com uma divisão equilibrada entre os dois principais partidos políticos.
Estrategistas apontam que a tática visa atingir a percepção dos eleitores sobre o caráter e o julgamento dos candidatos, especialmente em um momento em que as visões sobre a economia já estão consolidadas no eleitorado. Os ataques abrangem desde votos contra a liberação de arquivos de Epstein até alegações históricas de abuso em contextos religiosos e acordos judiciais, transformando temas de conduta pessoal em eixos centrais da disputa eleitoral.
