Mercado brasileiro de soja registra ritmo lento de negociações
Segundo a Safras & Mercado, prêmios de exportação insuficientes e a queda do dólar travam as vendas de soja no Brasil, e os produtores seguem afastados do mercado.
Pontos principais
- Negociações devem seguir limitadas nesta terça-feira (20).
- No dia 19, a comercialização ficou praticamente travada, com apenas negócios pontuais de entrega spot e pagamento em janeiro.
- Compradores reduziram as ofertas no físico porque os prêmios de exportação não compensaram as quedas em Chicago e no dólar.
- Produtores seguem fora do mercado nos níveis atuais de preço.
- Passo Fundo (RS) subiu de R$ 146,50 para R$ 147,00 e Santa Rosa (RS) de R$ 147,00 para R$ 148,00 por saca de 60 kg.
- Cascavel (PR) recuou de R$ 144,00 para R$ 142,00, Rondonópolis (MT) de R$ 141,00 para R$ 140,00, Dourados (MS) de R$ 140,50 para R$ 138,00 e Rio Verde (GO) de R$ 139,00 para R$ 138,00.
- Nos portos, Paranaguá (PR) caiu de R$ 155,00 para R$ 153,00 e Rio Grande (RS) de R$ 155,50 para R$ 154,00 por saca.
- A soja novembro/26 na CBOT subiu 0,29%, para US$ 12,57 1/4 por bushel, após seis pregões seguidos de queda.
- O dólar comercial caiu 0,60%, a R$ 5,0161.
Segundo a Safras & Mercado, o mercado brasileiro de soja deve seguir com negociações limitadas nesta terça-feira (20), no mesmo ritmo lento do início da semana. A cautela vem de prêmios de exportação que não compensam os fatores negativos de formação dos preços, o que levou os compradores a baixar suas ofertas no físico.
Na Bolsa de Chicago, a recuperação técnica depois de seis pregões de baixa não destravou a movimentação no Brasil, e os produtores seguem fora do mercado nos patamares atuais. Os participantes também acompanham o cenário eleitoral brasileiro.
