Justiça colombiana ordena proteção de artefatos do Museu Nacional
Juiz determinou a preservação de itens removidos do Museu Nacional de Bogotá após críticas sobre tentativa de alteração da narrativa histórica.
Pontos principais
- Mais de 30 artefatos históricos foram retirados do Museu Nacional de Bogotá na última semana.
- A decisão judicial proíbe o governo de remover novos itens das exposições atuais.
- Os objetos retirados incluem registros sobre movimentos sociais, guerrilhas e a comunidade LGBTQ+.
- O presidente Abelardo de la Espriella justificou a medida como um combate ao 'wokeismo'.
- Protestos contra a remoção dos itens foram dispersados pela polícia de choque na capital.
Um juiz colombiano determinou a proteção imediata de mais de 30 artefatos históricos que foram removidos do Museu Nacional de Bogotá na última semana. A decisão judicial também proíbe o governo de retirar novos itens das exposições enquanto o caso segue sob análise das autoridades. Entre os objetos afetados pela medida estão registros relacionados a movimentos sociais, grupos guerrilheiros e à comunidade LGBTQ+.
A ação gerou protestos em frente ao museu, os quais foram dispersados pela polícia de choque. O presidente Abelardo de la Espriella defendeu a iniciativa como uma estratégia cultural contra o que classificou como 'wokeismo' e 'relativismo moral'. Por outro lado, críticos da medida, como a ex-senadora María José Pizarro, acusam o governo de tentar apagar grupos específicos do registro histórico nacional, gerando um intenso debate sobre a preservação da memória do país.
