Fundos de debêntures isentas registram resgates e ficam abaixo do CDI
Desempenho dos fundos de debêntures incentivadas sofre com alta de spreads e cenário adverso, levando investidores a retirar capital em outubro.
Pontos principais
- Fundos de debêntures incentivadas acumulam resgates líquidos em outubro.
- Retornos das categorias de crédito livre permanecem em um dígito no ano.
- Spreads atingiram o maior patamar desde dezembro de 2023, pressionando o valor dos papéis.
- Títulos públicos atrelados à inflação superam o desempenho dos fundos de crédito.
- Fundos de crédito privado registraram entrada líquida de R$ 16 bilhões até meados de outubro.
Os fundos de debêntures incentivadas enfrentam um cenário desafiador em outubro, mantendo retornos abaixo do CDI e registrando resgates líquidos. A pressão sobre essas carteiras é intensificada pela alta dos spreads, que alcançaram o nível mais elevado desde dezembro de 2023, impactando negativamente o valor de mercado dos ativos. Enquanto isso, as categorias de crédito livre acumulam desempenhos modestos, com retornos de apenas um dígito ao longo de 2026.
Em contraste, os títulos públicos atrelados à inflação, medidos pelo índice IMA-B, apresentam um desempenho superior, rendendo 130% do CDI no acumulado do ano. Apesar da dificuldade enfrentada pelos fundos de debêntures isentas, o segmento de crédito privado como um todo mostrou resiliência, registrando uma entrada líquida de R$ 16 bilhões até o dia 14 de outubro, o que reverte o movimento de saídas observado no mês anterior.
