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Protestos de estudantes e coletes amarelos se espalham pela França

Um apelo de signatários convoca para este sábado, 17 de outubro, protestos em toda a França que começaram com estudantes e agora reúnem coletes amarelos, agricultores e outras categorias.

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Foto: NYTimes World
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17/10 às 05:00, atualizado 15:45

Pontos principais

  • Os protestos começaram em 21 de setembro, com o bloqueio de um liceu em Créteil; segundo os signatários, duas semanas depois já cobriam o país e as faculdades.
  • Segundo os signatários, 450 mil pessoas foram às ruas em 6 de outubro, e a mobilização soma mais de 1.700 ações e 800 mil participantes.
  • Os signatários dizem que a repressão resultou em mais de 6 mil detenções, sobretudo de menores.
  • Os signatários afirmam que o orçamento de 2027 congela verbas, o APL e os salários do funcionalismo, e tira 5,5 bilhões de euros dos aposentados.
  • O Ministério da Educação Nacional informa que o orçamento da pasta em 2027 é de 64 bilhões de euros, sem a contribuição às pensões, com alta de 1,2 bilhão em relação a 2026 em valores constantes.
  • Segundo o ministério, a queda de alunos, de cerca de 180 mil na volta às aulas de 2027, justificaria retirar mais de 9.600 postos de professores; ele retira 3.644 e cria 2.056 para as escolas, com saldo líquido de 1.588 ETP, contra 4.000 retirados pela lei de 2026.
  • O ministério diz que dois terços dos postos liberados pela queda de alunos são mantidos, e prevê média de 20,6 alunos por classe no primário público em 2027, contra 23,2 em 2017.
  • Para este sábado, os signatários prevêem marchas declaradas nas grandes cidades, bloqueios, piquetes e desobediência civil; em Paris, a concentração é às 13h na praça da República.
  • Entre as pautas estudantis, os signatários pedem mais 200 euros mensais em bolsas, o fim do Parcoursup e do Mon Master, e o fim da repressão a estudantes.

Os protestos começaram com estudantes de um liceu de Créteil, em setembro, e passaram a reunir coletes amarelos, agricultores, bombeiros, professores, profissionais de saúde e aposentados. Os signatários de um apelo unificado, entre eles o Bloquons tout e o Indignons-nous, dizem que as lutas se encontram contra o custo de vida e o orçamento de 2027.

O Ministério da Educação Nacional afirma que o orçamento da pasta cresce em 2027 e que a queda de alunos permite manter a maior parte dos postos liberados. Os signatários descrevem classes de 35 alunos e professores ausentes, e ligam a pauta estudantil ao mesmo orçamento.

Fontes primárias

Signatários do appel «Jaunes et jeunes, nos luttes se rencontrent» (Bloquons tout, Indignons-nous, Peuple RÉVOLTÉ e outros)

17 octobre : Jaunes et jeunes, nos luttes se rencontrent !

Convocação para o sábado, 17 de outubro, «partout en France», reunindo lycéens, gilets jaunes, paysans, pompiers, profs, soignants, aposentados e moradores de bairros populares. O apelo diz que a mobilização começou com lycéens de Créteil que bloquearam o liceu em 21 de setembro e que, duas semanas depois, o movimento já cobria o país e as faculdades. Cita 450 mil manifestantes em 6 de outubro. Liga a pauta estudantil a classes com 35 alunos, professores ausentes, Parcoursup, APL, gazole (+86% desde a eleição de Macron contra SMIC +26%) e ao orçamento 2027, que segundo o texto congela allocations, APL e salários de servidores e tira 5,5 bi€ dos aposentados. Os números de adesão (mais de 800 mil mobilizados e 1.700 ações) e de detenções (mais de 6.000, sobretudo menores) são alegações dos próprios signatários, não verificadas de forma independente. Modos de ação anunciados: marchas declaradas nas grandes cidades, bloqueios, piquetes e desobediência civil.

Ministère de l'Éducation nationale (dossier de presse)

Budget 2027 pour l'École — dossier de presse

O PLF 2027 prevê orçamento de 64 Md€ para a educação (sem o CAS Pensões), com alta de 1,2 Md€ em formato constante em relação a 2026. O ministério diz que a queda demográfica leva a cerca de 180 mil alunos a menos na rentrée 2027. Como a demografia exigiria devolver mais de 9.600 empregos de professores (público e privado), o texto afirma que só 3.644 postos são devolvidos por causa da queda de alunos e que 2.056 são destinados a estabelecimentos (oferta educativa, classes para deficientes, carta escolar experimental em 18 departamentos e reforma da formação inicial). O saldo líquido é de 1.588 ETP de professores, sendo 1.250 no público, contra a retirada de 4.000 ETP prevista na LFI 2026. O documento afirma que dois terços dos postos liberados pela queda de alunos são mantidos para reduzir o número de alunos por turma.

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