Placa em homenagem a prisioneiros afro-caribenhos é roubada na Inglaterra
Uma placa histórica no Castelo de Portchester, que homenageava prisioneiros afro-caribenhos do século XVIII, foi furtada dias após sua instalação.
Pontos principais
- A placa recordava a história de 2.500 prisioneiros de guerra levados à Grã-Bretanha em 1796.
- O furto ocorreu no Castelo de Portchester, localizado em Hampshire.
- O monumento foi inaugurado recentemente com a presença de uma delegação de Belize.
- Descendentes das vítimas classificaram o ato como um reflexo de racismo persistente.
Uma placa comemorativa instalada no Castelo de Portchester, na Inglaterra, foi furtada apenas alguns dias após sua inauguração oficial. O objeto homenageava a trajetória de 2.500 pessoas de origem afro-caribenha que foram transportadas para a Grã-Bretanha como prisioneiros de guerra no ano de 1796. O local havia recebido, na semana anterior ao crime, uma delegação internacional vinda de Belize e outras regiões para prestar tributo aos seus ancestrais.
O desaparecimento do marco histórico gerou indignação entre os descendentes dos prisioneiros, que veem o ato como uma manifestação de racismo persistente. Entre as vozes críticas, o baterista Ronald Raymond McDonald destacou a importância da memória coletiva e o impacto negativo causado pela remoção da placa. Autoridades locais ainda não identificaram os responsáveis pelo furto, que interrompeu um esforço recente de reconhecimento histórico sobre a presença dessas populações no território britânico.
