Igreja da Inglaterra enfrenta novas evidências de elos com escravidão
Documentos revelam que clérigos financiaram a Royal African Company, intensificando o debate sobre reparações históricas pela instituição.
Pontos principais
- Registros históricos confirmam que clérigos investiram na Royal African Company.
- A empresa foi responsável por centenas de viagens de tráfico de pessoas escravizadas.
- A arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, visitou locais históricos em Gana.
- A Igreja da Inglaterra reafirmou seu compromisso com um processo de arrependimento e reparação.
Novas evidências históricas revelam que clérigos da Igreja da Inglaterra financiaram a Royal African Company, uma das principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A descoberta ocorre em um momento em que a instituição intensifica seus esforços para reconhecer e reparar seu papel histórico na escravidão, buscando um processo formal de arrependimento.
Como parte dessa jornada, a arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, visitou o Cape Coast Castle, em Gana, onde o abolicionista Ottobah Cugoano foi mantido em cativeiro durante sua infância. A visita às masmorras operadas pela companhia reforça a pressão sobre a liderança da Igreja para que avance em discussões concretas sobre reparações, enquanto a instituição tenta confrontar seu legado colonial e o envolvimento direto de seus membros no sistema de exploração humana.
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