Impasse na ONU: todos os candidatos a secretário-geral recebem vetos
Votação no Conselho de Segurança da ONU termina sem consenso após todos os sete candidatos receberem vetos de membros permanentes.
Pontos principais
- Todos os sete candidatos à sucessão de António Guterres foram vetados por membros permanentes do Conselho de Segurança.
- Para ser recomendado ao cargo, um candidato precisa de nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes.
- O governo de Donald Trump teria se oposto a todos os nomes apresentados, segundo relatos da imprensa americana.
- A costa-riquenha Rebeca Grynspan obteve o maior número de apoios, mas também enfrentou cinco votos contrários.
- O impasse abre caminho para a apresentação de novos nomes para a chefia da organização.
A votação para a escolha do próximo secretário-geral da ONU terminou em um impasse nesta sexta-feira, após todos os sete candidatos enfrentarem vetos de membros permanentes do Conselho de Segurança. O processo exige que o indicado receba ao menos nove votos favoráveis e não sofra oposição de Estados Unidos, Reino Unido, França, China ou Rússia. Segundo informações da imprensa americana, a administração do presidente Donald Trump teria se posicionado contra todos os nomes listados, inviabilizando a recomendação imediata de um sucessor para António Guterres, cujo mandato encerra em 31 de dezembro.
Diante da rejeição generalizada, o cenário atual abre espaço para a entrada de novos nomes na disputa pela liderança da organização. Embora a costa-riquenha Rebeca Grynspan tenha registrado o maior volume de apoio entre os membros, o bloqueio sistemático dos países com poder de veto forçou a paralisação do processo. O Conselho de Segurança deve agora buscar novas alternativas para evitar uma crise institucional na transição do comando da ONU.
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