Seis candidatos disputam sucessão de António Guterres na ONU
Processo de escolha do novo secretário-geral da ONU entra em fase de debates públicos antes da decisão final do Conselho de Segurança.
Pontos principais
- O mandato de António Guterres encerra em 31 de dezembro de 2026, após uma década no cargo.
- Os seis postulantes são Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Grossi, Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall.
- A América Latina concentra metade das candidaturas, com o Brasil declarando apoio a Michelle Bachelet.
- O Conselho de Segurança, cujos membros permanentes detêm poder de veto, será responsável pela escolha final.
- O sucessor terá como desafios centrais a gestão de conflitos globais e a crise financeira interna da organização.
A corrida para a sucessão de António Guterres no comando da Organização das Nações Unidas (ONU) avançou para a etapa de debates públicos em Nova York. Com o término do mandato de Guterres previsto para o final de 2026, seis candidatos buscam o apoio necessário para assumir a liderança da entidade. O grupo inclui figuras de destaque como Michelle Bachelet, que conta com o respaldo oficial do Brasil, além de María Fernanda Espinosa, Rafael Grossi, Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall. A iniciativa de promover debates visa conferir maior transparência ao processo, que historicamente é conduzido nos bastidores. A decisão final caberá ao Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes mantêm o poder de veto. O próximo secretário-geral herdará um cenário complexo, marcado por intensos conflitos internacionais e a necessidade de sanar a crise financeira que afeta a estrutura da organização.
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