Estudo na Paraíba revela campo magnético fraco no período cambriano
Pesquisadores identificaram que o campo magnético da Terra permaneceu enfraquecido durante a explosão cambriana, conforme registros em rochas.
Pontos principais
- Análise de formações rochosas na Paraíba serviu como base para o estudo geológico.
- Rochas atuaram como fósseis magnéticos que preservaram a intensidade do campo antigo.
- A cristalização do núcleo interno da Terra pode ter reduzido a força do campo magnético.
- O fenômeno coincidiu com o período de rápida diversificação da vida na Terra.
Pesquisadores realizaram um estudo geológico na Paraíba que identificou um enfraquecimento prolongado do campo magnético terrestre durante o período cambriano. As rochas analisadas funcionaram como fósseis magnéticos, preservando registros precisos da intensidade do campo magnético da época em que a vida na Terra passava por um processo acelerado de diversificação.
A equipe científica sugere que a cristalização do núcleo interno do planeta pode ter sido o fator responsável pela redução na intensidade magnética observada. Embora o estudo não estabeleça uma relação de causa e efeito direta com a explosão cambriana, os dados fornecem novas evidências sobre como processos internos da Terra influenciaram o ambiente de superfície e o desenvolvimento biológico ao longo de milhões de anos.
