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Diagnóstico tardio de endometriose prejudica saúde e fertilidade feminina

A normalização de cólicas menstruais atrasa o diagnóstico da endometriose, impactando a qualidade de vida e as chances de gravidez das mulheres.

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Foto: Jornal da USP
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16/10 às 11:02

Pontos principais

  • A endometriose atinge cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva globalmente.
  • O tempo médio para o diagnóstico da doença varia entre cinco e dez anos.
  • A condição é crônica e pode causar dores intensas, problemas intestinais e infertilidade.
  • O diagnóstico é feito via exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética.
  • O tratamento envolve o uso de medicamentos hormonais, analgésicos e, em casos específicos, intervenção cirúrgica.

A endometriose é uma condição crônica que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva ao redor do mundo. O diagnóstico da patologia, contudo, enfrenta um atraso significativo, levando frequentemente de cinco a dez anos para ser concluído. Esse cenário é agravado pela crença social de que cólicas menstruais intensas são sintomas normais, o que retarda a busca por auxílio médico especializado e permite a progressão da doença.

O impacto da demora no diagnóstico é severo, podendo comprometer a anatomia pélvica, a qualidade dos óvulos e a capacidade de implantação do embrião. Embora a doença não possua cura definitiva, o manejo clínico é realizado por meio de medicamentos hormonais, analgésicos e cirurgias. A detecção precoce, feita principalmente por exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, é fundamental para mitigar dores crônicas e preservar a fertilidade feminina.

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