Brasil é o segundo maior importador de pesticidas proibidos na UE
Relatório da Oxfam aponta que o país importou 15 mil toneladas de agrotóxicos banidos na União Europeia em 2024, ficando atrás apenas dos EUA.
Pontos principais
- Brasil importou 15 mil toneladas de pesticidas proibidos no bloco europeu em 2024.
- O país ocupa a segunda posição global em importação desses produtos, superado apenas pelos Estados Unidos.
- Agrotóxicos altamente perigosos compõem 49% das vendas do setor no Brasil, ante 12% na Alemanha.
- O Brasil autorizou 725 novos pesticidas em 2025, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
- Quatro empresas dominam 61% do mercado global de pesticidas, gerando € 2,7 bilhões com produtos de alto risco.
Um relatório recente da Oxfam revelou que o Brasil se consolidou como o segundo maior importador mundial de pesticidas proibidos na União Europeia, atingindo a marca de 15 mil toneladas em 2024. A organização aponta um duplo padrão por parte do bloco europeu, que veda o uso interno de substâncias tóxicas, mas mantém a permissão para sua fabricação e exportação para nações em desenvolvimento. Atualmente, produtos classificados como altamente perigosos representam quase metade das vendas do setor agroquímico brasileiro.
O cenário de regulação no Brasil segue em expansão, com a autorização de 725 novos pesticidas em 2025, o que representa um aumento de 10% frente ao ano anterior. Enquanto o mercado global é concentrado por quatro grandes empresas que lucraram bilhões com esses insumos, o debate sobre a segurança sanitária e o impacto ambiental desses químicos ganha força. A disparidade entre as normas europeias e a realidade brasileira destaca os desafios enfrentados pelo setor agrícola na transição para práticas menos dependentes de agrotóxicos.
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