Senado dos EUA investiga Meta por uso indevido de créditos fiscais
Comitê de Finanças apura se a Meta utilizou créditos de pesquisa para abater custos de construção de data centers de inteligência artificial.
Pontos principais
- O Comitê de Finanças do Senado dos EUA questionou Mark Zuckerberg sobre a aplicação de créditos fiscais.
- A Meta teria reivindicado bilhões de dólares em créditos de pesquisa entre 2023 e 2025.
- Senadores suspeitam que a empresa esteja usando incentivos de inovação para financiar operações padrão.
- A Meta deve responder a dez perguntas do Comitê até o final de outubro de 2026.
O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos iniciou uma investigação formal contra a Meta para apurar o uso de créditos fiscais de pesquisa. A suspeita dos parlamentares é que a gigante de tecnologia esteja utilizando incentivos destinados a inovações de alto risco para abater custos operacionais comuns, especificamente na construção de data centers voltados para inteligência artificial. Documentos indicam que a empresa teria reivindicado valores expressivos, somando US$ 700 milhões em 2023, US$ 2 bilhões em 2024 e US$ 4 bilhões em 2025.
Em resposta à pressão do legislativo, a Meta reconheceu em seu relatório anual a existência de posições fiscais incertas relacionadas a esses benefícios. A companhia foi notificada por meio de uma carta enviada ao CEO Mark Zuckerberg e possui prazo até o final de outubro de 2026 para responder a dez questionamentos específicos do Comitê. O caso levanta debates sobre a transparência no uso de incentivos governamentais por empresas de tecnologia em expansão de infraestrutura.
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