Daily Journal
Daily Journal

Microsoft e Health-ISAC desarticulam três serviços usados em golpes globais

Com ordem da corte federal da Flórida, nos EUA, Microsoft e Health-ISAC apreenderam domínios de três serviços que, segundo a empresa, viabilizaram mais de 1 bilhão de mensagens de golpe.

Daily Journal
Foto: TecMundo
||
14/10 às 19:15, atualizado 15/10 às 01:15

Pontos principais

  • Os três serviços tiveram como alvo mais de 75 mil organizações em mais de 150 países desde janeiro de 2026; mais de 750 milhões das mensagens miravam clientes Microsoft.
  • Segundo a Microsoft, os serviços geraram dezenas de milhões de dólares para seus operadores.
  • No YAM Store, golpistas compravam contas fraudulentas da Microsoft e do Google; em alguns casos, adquiriam domínios de ONGs e instituições de ensino que haviam expirado, reconstruíam os sites e obtinham contas Microsoft 365 para revenda.
  • O CoGUI fornecia páginas falsas prontas para roubar senhas, dados de pagamento e informações pessoais; era muito usado contra vítimas no Japão e nos EUA e, em meados de 2026, começava a ser substituído pelo Iron Man.
  • O Iron Man oferecia mais de 2.300 modelos prontos de página e mensagem que imitavam bancos, varejistas, polícias e órgãos de governo.
  • Segundo a Microsoft, aparecer num desses modelos não significa que a organização teve seus sistemas comprometidos.
  • A Microsoft já desativou mais de 20 mil contas ligadas ao YAM Store e bloqueou mais de 100 mil domínios usados em golpes de personificação e fraude.

A investigação começou no fim de 2025, quando a Agência Nacional de Polícia do Japão alertou a Microsoft sobre campanhas contra pessoas no Japão. Segundo a empresa, os investigadores encontraram um mercado de língua chinesa onde criminosos compravam contas, hospedagem e ferramentas para montar sites e identidades falsas. Com apoio de ferramentas de IA, a Microsoft e os parceiros ligaram contas, sites e infraestrutura que pareciam não relacionados.

Participaram da investigação o Centro de Controle de Cibercrime do Japão (JC3), a Resecurity, Cloudflare, Oracle, Proofpoint e TRM Labs, além do Health-ISAC, organização global sem fins lucrativos que reúne informações sobre ameaças ao setor de saúde. A Microsoft também compartilhou dados com o Serviço Secreto dos EUA e com parceiros de aplicação da lei de outros países.

A própria empresa diz que YAM Store, CoGUI e Iron Man são apenas parte de uma rede criminosa maior, e que o trabalho de desmonte continua. Ao desarticular esses serviços, a ação dificulta o acesso dos criminosos a contas, ferramentas e infraestrutura.

Comentários

Carregando comentários...