Novo malware msaRAT usa Chrome e Edge para roubo de dados
Pesquisadores da Cisco Talos identificaram o msaRAT, um novo Cavalo de Troia que explora navegadores para ocultar atividades maliciosas e roubo de dados.
Pontos principais
- O msaRAT é um Cavalo de Troia de Acesso Remoto (RAT) atribuído ao grupo cibercriminoso Chaos.
- O malware utiliza a interface de depuração do Chrome e Edge para injetar scripts e estabelecer comunicações criptografadas.
- A infecção ocorre majoritariamente via phishing, disfarçada como uma falsa atualização do sistema Windows.
- O vírus mascara sua infraestrutura de comando e controle utilizando serviços legítimos da Cloudflare e Twilio.
- Analistas de segurança associam o grupo Chaos a operações do grupo iraniano MuddyWater.
Pesquisadores da Cisco Talos alertaram para a descoberta do msaRAT, um novo malware classificado como Cavalo de Troia de Acesso Remoto (RAT). A ameaça se destaca por utilizar a interface de depuração dos navegadores Google Chrome e Microsoft Edge para injetar scripts maliciosos e estabelecer conexões criptografadas, permitindo o roubo de dados de forma silenciosa. A infecção é propagada principalmente por campanhas de phishing que induzem usuários a instalar falsas atualizações do Windows. Para evitar a detecção, o msaRAT mascara sua origem ao utilizar infraestruturas legítimas de serviços como Cloudflare e Twilio, dificultando o bloqueio por parte de sistemas de segurança tradicionais. Especialistas associam a autoria do malware ao grupo cibercriminoso Chaos, que possui conexões operacionais com o grupo iraniano MuddyWater. A Cisco Talos já disponibilizou Indicadores de Comprometimento (IoCs) para auxiliar administradores de rede na detecção e mitigação da ameaça. Este cenário reflete a crescente sofisticação das ameaças digitais, que cada vez mais buscam explorar a confiança em navegadores e serviços de nuvem para contornar defesas corporativas. A descoberta ocorre em um momento de alerta global sobre a resiliência de malwares bancários e ferramentas de acesso remoto, que continuam a evoluir suas técnicas de persistência e camuflagem para atingir sistemas Windows em escala global.
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