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Greve de 300 mil servidores paralisa setor público na Irlanda

Sindicatos do setor público da Irlanda fazem greve nacional em 14 de outubro, com o acordo salarial vencido desde junho e sem negociação em curso.

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Foto: BBC World
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14/10 às 12:02, atualizado 14:45

Pontos principais

  • O Comitê de Serviços Públicos da ICTU, com 19 sindicatos, coordena a ação; a operação padrão estava marcada para começar em 30 de setembro.
  • A Fórsa informou 96,6% de apoio entre os que votaram, com comparecimento de 64.481 membros (72,6%).
  • Greve nacional com piquetes em 14 de outubro; segundo dia de greve marcado para 21 de outubro, se necessário.
  • O Acordo do Setor Público 2024–2026 expirou em junho, sem substituto.
  • Segundo a Fórsa, os salários do setor público ficaram até 5% abaixo da inflação.
  • A CSO registra inflação anual de 3,7% em setembro; segundo a Fórsa, os reajustes de 2026 somam média de cerca de 1,5% no ano.
  • Segundo a Fórsa, não há negociações em curso, e as conversas dependem de um compromisso com reajustes para 2026 em diante.
  • Jack Chambers diz que os salários acompanharam a inflação; a Fórsa contesta.
  • A Fórsa só fecharia um novo acordo plurianual se ele tratar antes do custo de vida, e também de terceirização, trabalho remoto e impacto da IA.
  • Sem compromisso sobre salários, a escalada final prevista são paralisações nacionais, segundo a Fórsa.

Servidores públicos da República da Irlanda entraram em greve nacional em 14 de outubro, em uma disputa que a Fórsa descreve como sendo com o próprio governo. Segundo o sindicato, o governo é, nesse caso, ao mesmo tempo empregador dos servidores e formulador de políticas do Estado; se não corrigir salários defasados, pode levar outros empregadores a fazer o mesmo, colocando em risco os salários em toda a Irlanda.

A Fórsa diz que o governo se declara aberto a negociar, mas não aceitou tratar os salários no início da conversa, e que a abordagem da pré-negociação de junho não convenceu os sindicatos de que o padrão de vida seria protegido. Para o sindicato, Jack Chambers repete desde junho que os técnicos do Departamento de Despesas Públicas estão prontos para negociar, como forma de desviar do problema salarial.

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