Enchentes no RS evidenciam necessidade de dados para gestão de crises
Estudo aponta que a falta de estruturação de informações prejudica a resposta a desastres climáticos no setor agropecuário brasileiro.
Pontos principais
- As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul atingiram mais de 206 mil propriedades rurais.
- Prejuízos causados por desastres climáticos no agro somaram R$ 464,1 bilhões entre 2013 e 2025.
- A ausência de dados organizados dificulta a tomada de decisão eficaz em momentos de crise.
- Novas tecnologias, como plataformas de superioridade decisória, estão sendo desenvolvidas para auxiliar na gestão de desastres.
As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 deixaram um rastro de destruição em mais de 206 mil propriedades rurais, impactando severamente a produção de soja, milho e feijão. Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios revela a gravidade do cenário, indicando que desastres climáticos causaram um prejuízo acumulado de R$ 464,1 bilhões à agricultura e pecuária brasileira entre 2013 e 2025. Diante desse quadro, especialistas reforçam que a falta de estruturação de dados impede uma resposta rápida e eficiente do poder público.
Para mitigar os danos futuros, pesquisadores e empresas buscam integrar ferramentas de pesquisa operacional e sistemas de monitoramento, como o Sisperdas da Emater. Iniciativas como a plataforma de superioridade decisória, desenvolvida pela Teltex em parceria com o ITA e a UFCG, visam automatizar a análise de informações críticas. O objetivo é transformar dados brutos em inteligência estratégica, permitindo que gestores tomem decisões mais assertivas durante eventos climáticos extremos e minimizem as perdas no campo.
