Empresas brasileiras reforçam adaptação a eventos climáticos extremos
Com previsão de forte El Niño, empresas brasileiras ampliam investimentos em planos de adaptação para mitigar riscos financeiros e operacionais.
Pontos principais
- A NOAA estima 81% de probabilidade de um forte El Niño entre outubro e dezembro de 2026.
- Estudo da EY revela que 92% das empresas avaliam riscos físicos, mas apenas 44% possuem planos de adaptação.
- O custo da inação climática pode representar até 15% da receita anual das companhias.
- Aprovação de projetos no Fundo Clima pelo BNDES saltou de R$ 547 milhões em 2024 para R$ 2,4 bilhões em 2025.
Diante da previsão de um forte El Niño para o final de 2026, empresas brasileiras estão acelerando a implementação de estratégias de adaptação climática. Embora 92% das organizações já monitorem riscos físicos, menos da metade possui medidas concretas em vigor, deixando grande parte do setor corporativo exposto a prejuízos que podem comprometer até 15% da receita anual. Especialistas reforçam que a resiliência climática deve ser tratada como uma prioridade estratégica nas áreas de finanças e gestão de riscos, superando a visão restrita de sustentabilidade.
O movimento de preparação tem sido impulsionado pelo acesso a linhas de crédito específicas, como o Fundo Clima. Operado pelo BNDES, o fundo registrou um aumento expressivo na aprovação de projetos de adaptação, que saltaram de R$ 547 milhões em 2024 para R$ 2,4 bilhões em 2025. Esse aporte financeiro reflete a crescente necessidade de proteger ativos e cadeias produtivas contra a frequência crescente de eventos climáticos extremos no país.
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