Setores de comércio e serviços cobram ajuste fiscal e redução de juros
Entidades do comércio e serviços pedem ajuste fiscal e cautela em reformas para estimular o consumo e conter a desaceleração econômica no Brasil.
Pontos principais
- Empresários defendem superávit primário entre 2% e 2,5% do PIB.
- Setores apontam juros altos e endividamento das famílias como entraves ao crescimento.
- Entidades manifestam preocupação com possíveis mudanças na escala de trabalho 6x1.
- CNC critica a isenção de imposto de importação para compras de até 50 dólares.
- Reforma administrativa é apontada como prioridade para reduzir despesas do Estado.
Representantes dos setores de comércio e serviços apresentaram uma série de demandas econômicas voltadas ao governo, destacando a necessidade urgente de um ajuste fiscal robusto. O objetivo é alcançar um superávit primário entre 2% e 2,5% do PIB, medida vista como essencial para estabilizar a economia diante de uma desaceleração que mantém o crescimento médio abaixo de 2% ao ano. Além disso, as entidades apontam que a atual taxa de juros e o elevado endividamento das famílias limitam severamente o consumo e os investimentos privados.
O setor também manifestou cautela em relação a pautas trabalhistas, como o debate sobre a escala 6x1, temendo impactos negativos para pequenas e médias empresas. Entre as reivindicações, destacam-se a defesa de uma reforma administrativa para modernizar o Estado, a manutenção da neutralidade na carga tributária durante a transição da Reforma Tributária e a revisão da isenção de impostos para compras internacionais de até 50 dólares.
