Preços de café e cacau sobem na bolsa de Nova York
Cacau e café sobem em Nova York, e a Colômbia encerra o ciclo cafeeiro 2025/26 com produção em queda.
Pontos principais
- O preço do cacau avançou entre 1% e 3,67% devido ao excesso de chuvas na Costa do Marfim.
- O café arábica registrou alta de até 1,45% na bolsa de Nova York.
- A Colômbia produziu 12,65 milhões de sacas de 60 kg no ciclo 2025/26, 15% menos que no anterior, segundo Germán Bahamón.
- As exportações do ciclo caíram 12%, para 11,78 milhões de sacas, mas cresceram 9% em setembro.
- O suco de laranja concentrado e congelado liderou as perdas, com queda de 6,30%.
- O açúcar e o algodão tiveram variações mistas, com recuos pontuais em alguns vencimentos.
As commodities agrícolas registraram movimentações distintas na bolsa de Nova York nesta terça-feira, refletindo preocupações com a oferta global. O cacau foi um dos destaques de alta, impulsionado pelo excesso de chuvas na Costa do Marfim, que tem dificultado o acesso às fazendas e atrasado a colheita da safra 2026/27. Além disso, a expectativa de um El Niño de forte intensidade gera incertezas sobre as condições climáticas futuras na África Ocidental, pressionando as cotações para cima.
Simultaneamente, o café arábica também operou em campo positivo. Em 9 de outubro, Germán Bahamón publicou o fechamento do ciclo cafeeiro colombiano e afirmou que os desafios climáticos, a produtividade dos cafezais e a rentabilidade das famílias produtoras definirão a capacidade do país de atender um mercado internacional que precisa garantir seu abastecimento.
Em contrapartida, outros produtos do setor agrícola apresentaram recuos no pregão. O suco de laranja concentrado e congelado liderou as perdas, com queda de 6,30%, enquanto o algodão e o açúcar registraram oscilações negativas em diversos vencimentos, demonstrando um cenário de volatilidade no mercado de commodities.
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