Preço do açúcar sobe 3% em Nova York com temor sobre safra brasileira
Cotações de commodities agrícolas operam de forma mista na bolsa de Nova York, impulsionadas por preocupações climáticas e oferta global.
Pontos principais
- O açúcar demerara para março de 2027 subiu 3,01%, cotado a 20,86 centavos de dólar a libra-peso.
- O fenômeno El Niño gera incertezas sobre a produtividade da cana-de-açúcar no Brasil.
- O café arábica apresenta leve desvalorização pressionado pelo aumento da oferta brasileira.
- O cacau registra oscilações mínimas influenciado por chuvas na Costa do Marfim.
- Suco de laranja e algodão mantêm variações moderadas nas negociações desta sessão.
As cotações de commodities agrícolas operam de forma mista na bolsa de Nova York, refletindo um cenário de incertezas climáticas e ajustes na oferta global. O destaque da sessão foi o açúcar, que registrou uma alta de 3,01% nos contratos para março de 2027. O movimento é atribuído à intensificação do fenômeno El Niño, que levanta preocupações sobre o impacto direto na safra de cana-de-açúcar brasileira e, consequentemente, na disponibilidade do produto no mercado internacional.
Enquanto o açúcar ganha força, outros produtos agrícolas apresentam comportamentos distintos. O café arábica sofreu uma leve desvalorização, pressionado pelo aumento da oferta interna no Brasil, que equilibra a menor produção colombiana. Paralelamente, o mercado de cacau mantém estabilidade diante de chuvas na Costa do Marfim, enquanto o suco de laranja e o algodão operam com variações marginais, refletindo a cautela dos investidores frente aos dados de produção e câmbio.
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