Incertezas climáticas e El Niño afetam planejamento da safra de feijão
A Epagri prevê queda de área e de produção de feijão em Santa Catarina na safra 2026/27, e o Cepea aponta chuvas que limitam a semeadura.
Pontos principais
- A Epagri estima cerca de 22 mil hectares na primeira safra catarinense de feijão, quase 18% a menos que no ciclo anterior
- A produção inicial projetada é de 45 mil toneladas, 13% abaixo da safra 2025/26, com produtividade de 2.078 kg/ha (alta de mais de 6%)
- Canoinhas (26,7% da área), Xanxerê (18,8%) e Campos de Lages (14,6%) são as principais regiões produtoras
- A Epagri/Ciram afirma que o El Niño já está configurado e deve atingir intensidade muito forte no fim da primavera e início do verão
- Segundo o Cepea, as chuvas têm limitado o aproveitamento das janelas de semeadura, e a umidade no sudoeste paulista exige atenção fitossanitária
- Segundo o Cepea, o feijão-carioca teve variações predominantemente positivas no início de outubro, e o feijão-preto, altas e baixas por região
- Segundo o Cepea, em setembro as exportações recuaram e as importações avançaram frente a agosto; a balança segue superavitária
No mercado brasileiro de feijão, o Cepea vê incertezas para a safra 2026/27. As chuvas têm limitado o aproveitamento das janelas de semeadura, a possível intensificação do El Niño aumenta a cautela e há perspectiva de redução da área cultivada nos estados do Sul. No sudoeste paulista, a elevada umidade exige atenção ao manejo fitossanitário, pelo risco de maior incidência de doenças.
Em estimativas divulgadas em 29 de setembro, a Epagri prevê queda de área e de produção na primeira safra catarinense de feijão, com a menor área como principal fator da queda; a produtividade deve subir. A Epagri/Ciram afirma que o El Niño já está configurado e deve atingir intensidade muito forte no fim da primavera e início do verão, com chuvas acima da média no estado.
Nos preços, segundo o Cepea, o feijão-carioca teve variações predominantemente positivas no início de outubro, e o feijão-preto registrou altas e baixas conforme a região. Ainda segundo o Cepea, as compras internas seguem concentradas na reposição dos estoques do varejo, com oferta restrita na entressafra. Em setembro, as exportações recuaram e as importações avançaram frente a agosto, mas a balança comercial segue superavitária.
Fontes primárias
Nota Cepea de 13/10/2026: feijão-carioca e feijão-preto
As cotações do feijão-carioca e do feijão-preto seguiram trajetórias diferentes no início de outubro: o carioca teve variações predominantemente positivas, e o preto registrou altas e baixas conforme a região. No mercado interno, as compras seguem concentradas na reposição de estoques do varejo. A oferta restrita da entressafra, as incertezas climáticas e a perspectiva de redução da área cultivada nos estados do Sul na safra 2026/27 mantêm o setor atento ao abastecimento. No campo, as chuvas têm limitado o aproveitamento das janelas de semeadura, e no sudoeste paulista a elevada umidade exige atenção ao manejo fitossanitário. A possível intensificação do El Niño aumenta a cautela no planejamento da safra. No comércio exterior, as exportações recuaram e as importações avançaram em setembro na comparação com agosto, mas a balança segue superavitária.
Estimativas da Safra Catarinense de Verão 2026/2027: feijão (1ª safra)
Para a 1ª safra de feijão 2026/27 em Santa Catarina, a área deve somar cerca de 22 mil hectares, redução de quase 18% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média é estimada em 2.078 kg/ha, alta de mais de 6%. A produção estadual é inicialmente projetada em 45 mil toneladas, 13% abaixo da safra 2025/26. A redução de área é, neste momento, o principal fator da queda na produção. As principais regiões são Canoinhas (26,7% da área), Xanxerê (18,8%) e Campos de Lages (14,6%). Segundo a Epagri/Ciram, o El Niño já está configurado e deve atingir intensidade muito forte no fim da primavera e início do verão, com chuvas acima da média em Santa Catarina.
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