Preços do feijão recuam no Brasil após queda na demanda do varejo
O mercado de feijão registra menor liquidez e ajustes negativos nas cotações em setembro devido à retração das compras pelo setor varejista.
Pontos principais
- Cotações do feijão carioca e preto apresentam ajustes negativos após valorização acumulada em setembro.
- A menor liquidez no mercado é impulsionada pela baixa disposição de compra do varejo.
- Indústrias processadoras reduziram a necessidade de reposição de estoques.
- Produtores com maior solidez financeira estão restringindo a oferta para evitar quedas acentuadas.
- Semeadura da safra 2026/27 alcançou 9,2% da área estimada, com avanço significativo no Paraná.
O mercado brasileiro de feijão encerrou o mês de setembro com uma tendência de queda nas cotações, refletindo um cenário de menor liquidez e demanda enfraquecida no varejo. Após um período de valorização expressiva, com altas superiores a 10% para as variedades carioca e preta, o setor passou por ajustes de preços motivados pela cautela dos compradores. A redução na procura pelo varejo impactou diretamente as indústrias processadoras, que diminuíram o ritmo de reposição de estoques, pressionando os valores praticados no campo.
Diante desse cenário, produtores que possuem maior estabilidade financeira optaram por restringir a oferta do produto para evitar desvalorizações mais drásticas. Paralelamente, o setor agrícola mantém o foco no início da nova temporada, com a semeadura da primeira safra 2026/27 atingindo 9,2% da área total prevista. O estado do Paraná lidera o processo, registrando um avanço de 39% no plantio até o fechamento do mês, o que deve influenciar a dinâmica de oferta nos próximos meses.
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