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Funcionários do BCE questionam Christine Lagarde sobre ética

Em carta ao chief compliance officer do BCE, o comitê de pessoal pede que Christine Lagarde explique como a promoção de seu livro e as negociações sobre o próximo cargo se encaixam nas regras de ética da instituição.

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Foto: InfoMoney
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13/10 às 15:01, atualizado 18:34

Pontos principais

  • Carlos Bowles, presidente do comitê de pessoal do BCE, enviou carta de seis páginas, datada de sexta-feira (9/10), ao chief compliance officer da instituição.
  • A carta pede que Christine Lagarde explique como a promoção do livro 'Lady First' e as negociações sobre seu próximo cargo se encaixam nas regras de ética do banco.
  • O comitê pede garantias de que não há 'padrões duplos' na aplicação das regras a altos dirigentes e a funcionários comuns.
  • O BCE afirmou que o projeto literário é uma atividade privada, feita fora do horário de expediente e aprovada pelo Comitê de Ética e pelo diretor de conformidade.
  • As negociações envolvem Larry Fink, copresidente do Fórum Econômico Mundial.
  • Lagarde admitiu a possibilidade de deixar o BCE antes do fim de seu mandato, previsto para outubro do próximo ano.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, está sob pressão de funcionários da própria instituição, em Frankfurt, na Alemanha. Em carta de seis páginas, datada de sexta-feira (9/10) e endereçada ao chief compliance officer do banco, Carlos Bowles, presidente do comitê de pessoal, pede que Lagarde explique como a promoção de seu livro e as negociações sobre o próximo cargo se encaixam nas regras de ética da instituição. O comitê também pede garantias de que não há "padrões duplos" na aplicação dessas regras a altos dirigentes e a funcionários comuns.

Segundo o BCE, o projeto literário de Lagarde é uma atividade privada, realizada fora do horário de expediente, e foi aprovado pelo Comitê de Ética e pelo diretor de conformidade do banco. As negociações envolvem Larry Fink, copresidente do Fórum Econômico Mundial. Lagarde, por sua vez, reconheceu a possibilidade de deixar o cargo antes do fim do mandato, previsto para outubro do próximo ano.

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