Presidente do Fed de Cleveland defende postura restritiva e ajustes menores
Beth Hammack diz que a política monetária dos EUA precisa de uma postura restritiva para levar a inflação de volta a 2% e prefere ajustes pequenos e frequentes, com reação condicional às condições da economia.
Pontos principais
- Hammack considera apropriada uma postura de política monetária restritiva, para garantir o retorno da inflação a 2% em tempo hábil.
- Ela prefere ajustes menores feitos com relativa rapidez, em vez de esperar e arriscar uma correção de rota maior.
- Ajustes frequentes e menores, segundo ela, reduzem o risco de uma mentalidade inflacionária se consolidar e de demorar mais para chegar à meta.
- Uma piora clara do mercado de trabalho exigiria uma resposta na trajetória dos juros; inflação acima da projeção ou mentalidade inflacionária consolidada poderiam exigir juros ainda mais altos.
- Hammack diz que não tem um rumo fixo para os juros: a trajetória depende de como a economia evoluir.
Em discurso na NABE (National Association of Business Economics), em Cleveland, Ohio, nesta segunda-feira, a presidente do Federal Reserve Bank of Cleveland, Beth Hammack, disse que a política monetária dos EUA precisa de uma postura restritiva para levar a inflação de volta a 2% em tempo hábil. Ela aponta pressões de tarifas, de demanda ligada à expansão da inteligência artificial e de serviços excluindo habitação.
A inflação está acima da meta há mais de cinco anos. Em agosto, o PCE ficou em 3,4% e o núcleo em 3%, com desemprego de 4,2%. Hammack diz que as expectativas de longo prazo seguem bem ancoradas, mas não as considera garantidas.
Ela ressalta que a visão é pessoal, não necessariamente a do Sistema do Fed ou do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), e que sua reação não é forward guidance.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
