Arcebispo militar dos EUA condena transmissão de execução de Nidal Hasan
O arcebispo militar dos EUA Timothy Broglio se opõe à transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan por pelotão de fuzilamento e pede que a decisão seja reconsiderada.
Pontos principais
- Broglio presidiu o funeral de Michael Grant Cahill, o único civil morto no ataque de Fort Hood, e manifesta solidariedade às famílias das vítimas.
- Ele diz que o Catecismo já era claro contra a pena de morte e que o papa Francisco o tornou ainda mais explícito.
- Ele pergunta se foi considerado o possível dano moral aos integrantes do pelotão de fuzilamento.
- Broglio determina que católicos designados para o pelotão peçam dispensa da ação, por contrariar o ensino da Igreja.
- Ele subscreve a nota dos bispos do Texas sobre o mesmo tema.
Em Washington, o arcebispo Timothy Broglio afirma que o crime de Nidal Hasan foi hediondo, mas pergunta se expor o público à execução serve a algum propósito. Para ele, transmitir ao mundo a imagem da execução de um homem em cadeira de rodas associa os militares americanos, que gozam de boa reputação no mundo, aos terroristas.
Broglio afirma que a dignidade da pessoa humana está novamente em jogo. Ele pede a todas as pessoas de boa vontade que a decisão seja reconsiderada e, no mínimo, que a transmissão fique longe de jovens e pessoas impressionáveis. Pergunta ainda se seria possível reparar a exposição dos jovens durante o 250º aniversário da independência dos EUA.
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