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Junta militar de Mianmar é acusada de sequestrar jovens para o exército

Jovens em Mianmar enfrentam sequestros e coerção por autoridades locais para cumprir cotas de recrutamento obrigatório em meio à guerra civil.

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Foto: BBC World
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10/10 às 21:00

Pontos principais

  • A lei de recrutamento exige serviço militar de dois anos para homens de 18 a 35 anos e mulheres de 18 a 27 anos.
  • Autoridades locais estariam vendendo jovens para o exército para atingir metas de conscrição.
  • Relatos de desaparecimentos aumentaram significativamente desde a implementação da nova lei.
  • Oficiais de segurança foram flagrados sequestrando civis para entregá-los às forças armadas.

A junta militar de Mianmar tem sido alvo de denúncias graves envolvendo o recrutamento forçado de jovens para suprir as fileiras das forças armadas durante a guerra civil no país. Sob a nova lei de conscrição, que obriga homens e mulheres a servirem por pelo menos dois anos, autoridades locais estariam utilizando métodos coercitivos e prisões arbitrárias para atingir as cotas estabelecidas pelo regime.

Relatos indicam a criação de um mercado ilícito onde jovens são sequestrados e vendidos para o exército. Dados da organização Myanmar Witness apontam um aumento expressivo no número de avisos de pessoas desaparecidas, evidenciando o clima de medo que se instalou nas cidades. Em um caso recente em Yangon, um oficial dos bombeiros foi preso após tentar vender quatro homens para as forças militares, expondo a fragilidade da segurança civil diante da pressão por novos soldados.

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