Rússia investiga se peste causou morte de funcionária de laboratório em Irkutsk
A OMS diz que a causa da morte de uma funcionária de laboratório em Irkutsk, na Rússia, ainda não foi confirmada, e que as autoridades investigam se foi peste pneumônica.
Pontos principais
- A OMS informou em Genebra, em 6 de outubro, que morreu uma mulher que trabalhava em laboratório da região de Irkutsk, na Rússia.
- As autoridades russas investigam se a peste pneumônica causou a morte; a causa não foi oficialmente confirmada.
- Segundo mensagem das autoridades russas recebida pela OMS no mesmo dia, os testes não detectaram patógenos de doenças infecciosas perigosas em nenhum dos contatos.
- A mesma mensagem diz que a doença se apresentou inicialmente como infecção viral respiratória aguda típica.
- Todos os contatos foram identificados e estão sendo monitorados; até o momento, nenhum apresentou sintomas.
- A OMS passou a acompanhar o caso em 2 de outubro, quando surgiu a suspeita de morte por peste pneumônica, e em 3 de outubro acionou as autoridades russas pelo Regulamento Sanitário Internacional.
- A OMS avalia o risco como moderado a baixo para Irkutsk, baixo para a Rússia como um todo e muito baixo para a região europeia da OMS; a avaliação será atualizada.
- O instituto onde a mulher trabalhava estuda patógenos perigosos, entre eles a peste, em uma parte da Sibéria onde a doença ocorre naturalmente em animais selvagens.
Para a OMS, a causa da morte ainda não está estabelecida. Christian Lindmeier, porta-voz da organização, disse em entrevista coletiva em Genebra que a agência verifica com as autoridades russas as circunstâncias do caso, os resultados dos testes e o rastreamento de contatos, além de eventuais implicações para a saúde pública internacional. A avaliação de risco será revista conforme surgirem novas informações.
Segundo a OMS, a peste pneumônica ocorre quando a bactéria Yersinia pestis infecta os pulmões, e a forma é especialmente contagiosa porque se transmite entre pessoas por partículas respiratórias. Sem tratamento, pode ser fatal em 18 a 24 horas após o início da doença; antibióticos comuns contra enterobactérias curam a infecção se forem administrados cedo.
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