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Navi Pillay vence Prêmio Nobel da Paz 2026

A jurista sul-africana de 85 anos foi laureada pelo Comitê Nobel Norueguês por sua trajetória na promoção da paz e do direito internacional.

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Foto: G1 Mundo
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09/10 às 06:31 · atualizado 08:45

Pontos principais

  • Navanethem 'Navi' Pillay foi anunciada como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026.
  • O Comitê Nobel Norueguês destacou sua atuação na defesa do direito internacional e dos direitos humanos.
  • Pillay foi uma advogada pioneira na África do Sul durante o regime do Apartheid.
  • A jurista atuou como juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e no Tribunal Penal Internacional.
  • Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
  • Atualmente, Pillay atua na Corte Internacional de Justiça em um caso sobre acusações de genocídio contra Mianmar.
  • O prêmio inclui uma medalha de ouro e o valor de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a 1,2 milhão de dólares.
  • A cerimônia de entrega da honraria ocorrerá em Oslo no dia 10 de dezembro.
  • Pillay é a quinta pessoa sul-africana e a segunda mulher africana a receber a distinção.

O Comitê Nobel Norueguês anunciou, em Oslo, que a jurista sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. A honraria reconhece décadas de dedicação de Pillay à promoção da paz e ao fortalecimento do direito internacional, destacando sua coragem e integridade em cenários globais complexos. Aos 85 anos, a jurista recebeu a notícia com surpresa, declarando que pretende continuar seu trabalho como juíza e defensora dos direitos humanos. A premiação, que inclui uma medalha de ouro e o valor de 1,2 milhão de dólares, será entregue oficialmente em 10 de dezembro.

A trajetória de Pillay é marcada por atuações em instituições de justiça global de alta relevância. Ela foi juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e no Tribunal Penal Internacional, além de ter servido como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. No início de sua carreira, destacou-se como uma advogada pioneira na África do Sul, onde atuou na defesa de ativistas contra o regime do Apartheid, incluindo Nelson Mandela. Atualmente, ela segue contribuindo para a justiça global ao atuar na Corte Internacional de Justiça em um caso envolvendo acusações de genocídio contra Mianmar.

Recentemente, a jurista presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, reforçando seu papel central na investigação de conflitos contemporâneos. O Comitê Nobel ressaltou que a premiação ocorre em um momento crítico de aumento de tensões geopolíticas e ataques às instituições jurídicas internacionais. Como a quinta pessoa sul-africana e a segunda mulher africana a receber a distinção, Pillay reafirma seu compromisso com a resolução pacífica de disputas e a proteção dos direitos fundamentais em escala mundial.

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