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Estudo revela segredos genéticos da tartaruga mais velha do mundo

Pesquisa identifica variantes genéticas únicas que explicam a longevidade excepcional de Jonathan, a tartaruga de 194 anos.

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09/10 às 13:42

Pontos principais

  • Jonathan, uma tartaruga-gigante-de-aldabra, vive na ilha de Santa Helena desde 1882 e tem cerca de 194 anos.
  • O sequenciamento genético revelou 287 variantes únicas ligadas ao reparo de DNA, manutenção de telômeros e regulação de insulina.
  • Promotores genéticos de Jonathan, especialmente os ligados à função mitocondrial, apresentam características de um animal de apenas 5 anos.
  • O estudo comparou o genoma de Jonathan com o de outras quatro tartarugas da mesma espécie, com idades entre 5 e 91 anos.
  • A tartaruga foi alvo de uma notícia falsa sobre sua morte em 2026, que foi utilizada em um golpe de criptomoedas.
  • Jonathan é reconhecido pelo Guinness World Records como o animal terrestre vivo mais velho do planeta.

Um estudo internacional publicado na revista Science Advances identificou os mecanismos biológicos que permitem a longevidade extraordinária de Jonathan, a tartaruga-gigante-de-aldabra que vive na ilha de Santa Helena. Ao sequenciar seu genoma e compará-lo com outros espécimes da espécie, pesquisadores descobriram 287 variantes genéticas únicas que auxiliam na resistência ao desgaste celular, reparo de DNA e proteção contra doenças como o câncer. Os dados indicam que os promotores genéticos de Jonathan, responsáveis pela função mitocondrial, mantêm um perfil de atividade comparável ao de uma tartaruga de apenas cinco anos de idade.

Embora o ambiente protegido e os cuidados veterinários especializados na residência oficial do governador de Santa Helena contribuam para sua saúde, os cientistas reforçam que a genética desempenha um papel fundamental. O animal, que já era um adulto quando Charles Darwin realizava suas pesquisas, tornou-se um ícone global, chegando a ser vítima de uma notícia falsa sobre sua morte em 2026, disseminada por golpistas que buscavam doações em criptomoedas. Atualmente, a equipe de pesquisa planeja expandir os estudos genéticos para determinar se Jonathan pertence a uma subespécie específica com maior expectativa de vida.

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