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Estudo aponta limite biológico de 156 anos para a vida humana

Pesquisa indica que mutações somáticas no DNA, especialmente em células do cérebro e coração, impõem um teto natural à longevidade humana.

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19/07 às 01:47

Pontos principais

  • Modelo matemático publicado na revista npj Aging sugere que humanos poderiam viver até 156 anos se processos reversíveis de envelhecimento fossem eliminados.
  • Mutações somáticas, erros irreversíveis no DNA que se acumulam após a concepção, foram identificadas como a principal barreira biológica.
  • Neurônios e cardiomiócitos são os fatores limitantes por não possuírem capacidade de divisão celular ou regeneração.
  • Em um cenário hipotético sem envelhecimento, a expectativa de vida mediana seria de 1.759 anos, caindo drasticamente com a inclusão de mutações somáticas.
  • Órgãos com renovação celular contínua, como o fígado, conseguem tolerar o acúmulo de danos genéticos por períodos muito mais longos.
  • Especialistas afirmam que o estudo ajuda a priorizar intervenções terapêuticas, focando na preservação do DNA em tecidos que não se regeneram.

Um novo estudo publicado na revista científica npj Aging estabeleceu um limite quantitativo para a longevidade humana com base no acúmulo de mutações somáticas. Segundo os pesquisadores, mesmo que todos os outros sinais de envelhecimento — como declínio mitocondrial e perda de proteostase — fossem revertidos, a vida humana ainda seria limitada por danos irreversíveis ao DNA que ocorrem em células que não se dividem, especificamente neurônios e cardiomiócitos. O modelo matemático indica que a expectativa de vida mediana, sob essas condições, ficaria entre 146 e 194 anos, com uma média de 156 anos.

O trabalho destaca que a diferença entre a expectativa de vida atual e o potencial biológico é concentrada em órgãos que não conseguem substituir células desgastadas. Enquanto tecidos renováveis conseguem diluir o impacto das mutações ao longo do tempo, o cérebro e o coração tornam-se gargalos biológicos. Os autores do estudo ressaltam que a descoberta não prevê que humanos viverão até os 190 anos, mas oferece uma estrutura para priorizar pesquisas em geroscience, direcionando esforços para as áreas onde a intervenção teria o maior impacto na saúde e na longevidade.

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