Clubes brasileiros articulam adiamento de punições por fair play financeiro
Clubes da Série A pedem extensão de prazo para quitar dívidas, alegando que a proibição das bets impactou negativamente suas receitas.
Pontos principais
- Santos, São Paulo, Corinthians e Botafogo lideram o pedido de adiamento das punições por fair play financeiro.
- A proposta busca estender o prazo de transição para o pagamento de dívidas anteriores a janeiro de 2026.
- Os clubes sugerem novas datas limites para novembro de 2027 ou 2028.
- A justificativa central é a perda de receitas causada pela proibição das casas de apostas no Brasil.
- O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou a iniciativa e a classificou como uma desculpa para a inadimplência.
Clubes da elite do futebol brasileiro, incluindo Santos, São Paulo, Corinthians e Botafogo, articulam junto às entidades responsáveis o adiamento de punições relacionadas ao descumprimento das regras de fair play financeiro. O grupo busca estender o prazo de transição para o equacionamento de dívidas contraídas antes de janeiro de 2026, propondo novas datas limites para novembro de 2027 ou 2028.
A justificativa apresentada pelos clubes aponta que a recente proibição das apostas esportivas no país comprometeu o planejamento financeiro e a capacidade de quitar passivos antigos. A iniciativa, contudo, enfrenta resistência interna; o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou publicamente o movimento, classificando o argumento das bets como uma justificativa para a manutenção da inadimplência entre as agremiações que não conseguiram se ajustar às normas de sustentabilidade financeira.
