Arcebispo admite atraso em caso de abuso sexual na Austrália
Timothy Costelloe defendeu a postura da Igreja após condenação de Christopher Saunders por abusos contra jovens indígenas.
Pontos principais
- Christopher Saunders foi condenado a seis anos e meio de prisão por abusos sexuais cometidos entre 2008 e 2019.
- O arcebispo Timothy Costelloe reconheceu uma demora de oito anos na resolução do caso envolvendo a Igreja.
- A Igreja justificou a espera pela conclusão das investigações policiais para evitar interferências no sistema judiciário.
- O Vaticano forçou a aposentadoria de Saunders em 2021 após as denúncias ganharem repercussão.
- Investigações apontam que o ex-bispo teria abusado de quatro jovens indígenas e aliciado outros 67.
O arcebispo Timothy Costelloe reconheceu publicamente um atraso de oito anos na aplicação de justiça no caso do ex-bispo Christopher Saunders, condenado por crimes de abuso sexual. Saunders recebeu uma sentença de seis anos e seis meses de prisão após ser considerado culpado por 13 das 19 acusações de abuso cometidas contra jovens indígenas entre 2008 e 2019.
Costelloe defendeu a atuação da instituição, afirmando que a Igreja optou por aguardar o desfecho das investigações criminais para não interferir no processo legal australiano. Embora as alegações tenham surgido em 2018, o caso enfrentou interrupções policiais por falta de provas, sendo retomado apenas em 2024 após o envio de um relatório detalhado pelo Vaticano, que já havia forçado a aposentadoria do religioso em 2021.
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
