Christian Brothers manteve abusadores em seus quadros por preceito religioso
Documentos revelam que a ordem religiosa manteve nove abusadores de crianças enquanto buscava fundos da Santa Sé antes de declarar insolvência.
Pontos principais
- A ordem Christian Brothers manteve nove membros condenados por abuso sexual infantil em seus quadros.
- A organização justificou a permanência dos abusadores citando um imperativo do Evangelho de cuidar dos necessitados.
- A ordem buscou apoio financeiro da Santa Sé meses antes de alegar falta de recursos para indenizar sobreviventes.
- O pedido de auxílio financeiro ao Vaticano não foi atendido pela Santa Sé.
- Um dos abusadores mantidos pela ordem cumpre atualmente pena de prisão.
Documentos judiciais recentes expuseram que a ordem religiosa Christian Brothers manteve nove membros condenados por abuso sexual infantil em seus quadros. A organização defendeu a decisão alegando um imperativo do Evangelho que exigiria o cuidado com todos os irmãos, incluindo os necessitados. A revelação ocorre em um momento de escrutínio sobre a gestão financeira da instituição, que buscou auxílio junto à Santa Sé pouco antes de declarar insolvência. A estratégia visava evitar o pagamento de indenizações a sobreviventes de abusos, embora o pedido de recursos ao Vaticano não tenha obtido sucesso. O caso destaca a tensão entre as justificativas doutrinárias da ordem e a responsabilidade legal perante as vítimas, com um dos abusadores mantidos pela instituição cumprindo pena de prisão atualmente.
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