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Parlamento italiano aprova reforma eleitoral de Meloni

Nova lei eleitoral italiana introduz assentos bônus para coalizões e limita votos do exterior visando estabilidade para as eleições de 2027.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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08/10 às 09:45, atualizado 13:15

Pontos principais

  • A Câmara dos Deputados da Itália aprovou a reforma eleitoral nesta quinta-feira (8).
  • Coalizões que superarem 42% dos votos receberão cadeiras adicionais no legislativo.
  • A legislação limita o peso dos votos do exterior e exige programas unificados.
  • A primeira-ministra Giorgia Meloni condicionou a manutenção do cargo à aprovação da medida.
  • Partidos de oposição criticam a mudança e prometem contestar a lei na justiça.

O parlamento da Itália aprovou uma reforma significativa no sistema eleitoral do país, consolidando um modelo que introduz assentos bônus para coalizões que alcançarem mais de 42% dos votos. A iniciativa, apresentada pelo governo de Giorgia Meloni, também estabelece novas limitações aos votos do exterior e exige que coalizões apresentem um candidato conjunto ao cargo de primeiro-ministro e um programa político unificado. A medida é vista como um mecanismo essencial para assegurar a estabilidade política antes das próximas eleições gerais, previstas para o primeiro semestre de 2027.

A primeira-ministra defendeu a proposta como um passo necessário para a governabilidade, tendo ameaçado renunciar e convocar eleições antecipadas caso a reforma fosse derrotada pelos parlamentares. Em contrapartida, a oposição contesta a mudança, argumentando que o novo sistema distorce a representação democrática e favorece os interesses da atual gestão. Grupos contrários à reforma já sinalizaram que pretendem levar o caso à justiça para tentar reverter a decisão, que altera os textos únicos da eleição da Câmara e do Senado.

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