Cosan enfrenta desafio financeiro com queda na cobertura de juros
O índice de cobertura de juros da Cosan caiu para 0,2 vez no segundo trimestre de 2026, pressionando a estratégia de desalavancagem da holding.
Pontos principais
- O Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) da Cosan recuou para 0,2 vez no segundo trimestre de 2026.
- A dívida bruta expandida da companhia reduziu de R$ 25,7 bilhões para R$ 16,5 bilhões no período.
- A empresa realizou desinvestimentos em ativos como Vale, Compass e Radar para amortizar passivos.
- Um aumento de capital de R$ 10,5 bilhões foi concluído em 2025 com apoio de investidores estratégicos.
- A projeção da companhia é elevar o ICSD para um patamar entre 0,8 e 1,2 vez até o final de 2026.
A Cosan enfrenta um cenário financeiro delicado no segundo trimestre de 2026, marcado pela deterioração do Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD). O indicador atingiu 0,2 vez, sinalizando que os dividendos recebidos pela holding cobrem apenas 20% dos juros líquidos pagos. Apesar da redução expressiva da dívida bruta expandida, que caiu para R$ 16,5 bilhões, a pressão sobre o caixa permanece como um desafio central para a gestão.
Para mitigar os riscos, a empresa tem apostado em uma estratégia agressiva de desinvestimentos, incluindo a venda de participações na Vale e na Compass. Essas medidas complementam o aumento de capital de R$ 10,5 bilhões realizado em 2025. A expectativa da companhia é que o ICSD apresente uma recuperação gradual, atingindo a meta de 0,8 a 1,2 vez até o encerramento de 2026.
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