Invepar vive impasse acionário sobre reestruturação de dívida
Acionistas da Invepar divergem sobre proposta do Bradesco para sanar dívida de R$ 1,4 bilhão e garantir o futuro do Aeroporto de Guarulhos.
Pontos principais
- A Invepar busca reestruturar um endividamento total de R$ 1,4 bilhão.
- Proposta do Bradesco inclui aporte de R$ 200 milhões e novo financiamento de R$ 655 milhões.
- O plano prevê a indicação de novos executivos e conversão de dívida em ações até 2030.
- Assembleia de acionistas terminou em empate, com Funcef e Petros votando contra a medida.
A Invepar, holding de infraestrutura formada pela Previ e pelo Grupo OAS, enfrenta um momento de fragilidade financeira e uma disputa interna entre seus sócios. O impasse gira em torno de uma proposta de capitalização apresentada pelo Bradesco, que visa reestruturar um passivo de R$ 1,4 bilhão. O plano do banco inclui um aporte de R$ 200 milhões via FIP e a concessão de R$ 655 milhões em novos créditos, além de prever a indicação de executivos para a companhia e para a concessionária do Aeroporto de Guarulhos.
A estrutura acionária, composta por Previ, Petros, Funcef e o fundo Yosemite, encontra-se dividida sobre os termos da oferta, que também permite a conversão de dívida em ações até 2030. Em assembleia realizada no dia 20 de julho, a proposta não avançou devido à oposição da Funcef e da Petros, que impediram a aprovação da ampliação do limite de capital autorizado. O resultado mantém a incerteza sobre o futuro da gestão da empresa e a viabilidade financeira de seus ativos estratégicos.
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