Fundos de pensão divergem sobre capitalização da Invepar
Petros, Funcef e Previ discordam sobre plano de R$ 1,5 bilhão para reduzir a alavancagem da holding que controla o aeroporto de Guarulhos.
Pontos principais
- A Invepar busca um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão para reestruturar suas finanças.
- A proposta, liderada pelo Bradesco, enfrenta resistência da Petros e da Funcef.
- Divergências na avaliação contábil do ativo dificultam o consenso entre os fundos.
- O CEO da companhia, Vagner Ribeiro, foi questionado sobre contratos de consultoria.
- A empresa pretende transferir a administração para terceiros, focando na operação aeroportuária.
A Invepar, holding responsável pela gestão do aeroporto de Guarulhos, enfrenta um impasse estratégico entre seus principais acionistas. Os fundos de pensão Petros, Funcef e Previ divergem sobre uma proposta de capitalização de R$ 1,5 bilhão, desenhada pelo Bradesco para reduzir a alavancagem da companhia. Enquanto a Previ mantém uma postura mais alinhada à reestruturação, a Petros lidera a resistência, citando preocupações com a marcação do ativo nos balanços e questionamentos sobre a gestão do CEO Vagner Ribeiro.
O conflito reflete a complexidade da governança da empresa, que busca sanar sua situação financeira para viabilizar a transferência da administração para terceiros. Embora a Funcef tenha sinalizado maior abertura para um possível acordo, o impasse no conselho deliberativo mantém o futuro da operação em aberto. A resolução deste cenário é considerada fundamental para garantir a estabilidade operacional do maior aeroporto do país.
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