Espanha investiga denúncias de abusos contra imigrantes em Ceuta
Ministério da Defesa espanhol apura relatos de tortura e maus-tratos cometidos por militares contra imigrantes no enclave de Ceuta.
Pontos principais
- O Ministério da Defesa da Espanha acionou a promotoria após relatório da Anistia Internacional.
- Documento cita 22 casos de tortura, espancamentos e humilhações por militares.
- Cerca de 10 mil imigrantes permanecem em Ceuta após onda migratória vinda do Marrocos.
- Comando de Operações investiga responsabilidades individuais dos agentes envolvidos.
O Ministério da Defesa da Espanha determinou a abertura de uma investigação interna e acionou o Ministério Público para apurar denúncias de abusos cometidos por militares contra imigrantes em Ceuta. A medida responde a um relatório da Anistia Internacional que documentou 22 casos de tortura, espancamentos e humilhações supostamente realizados por agentes durante operações noturnas no enclave espanhol.
A situação na região permanece crítica, com cerca de 10 mil imigrantes ainda abrigados no território após uma onda migratória que levou mais de 72 mil pessoas a cruzarem a fronteira com o Marrocos no final de julho. O Comando de Operações foi instruído a identificar possíveis responsabilidades individuais dos militares citados nas denúncias, visando garantir a apuração rigorosa dos fatos e a conformidade com os direitos humanos nas operações de fronteira.
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