Justiça espanhola investiga entrada massiva de migrantes em Ceuta
Audiência Nacional apura possível guerra híbrida após entrada de 70 mil migrantes em Ceuta com suposto auxílio de forças marroquinas.
Pontos principais
- A investigação foca na entrada de mais de 70 mil pessoas no enclave espanhol em julho de 2026.
- Relatórios policiais indicam que forças de segurança de Marrocos teriam facilitado a travessia dos migrantes.
- A juíza María Tardón classificou o evento como uma possível operação de guerra híbrida contra o Estado espanhol.
- Mais de 100 mortes foram confirmadas durante as tentativas de travessia a nado até o território.
A Audiência Nacional da Espanha iniciou uma investigação formal sobre a entrada massiva de migrantes no enclave de Ceuta, ocorrida no final de julho de 2026. A apuração busca determinar se o fluxo de mais de 70 mil pessoas foi uma ação coordenada, configurando uma possível operação de guerra híbrida contra a soberania espanhola. Documentos policiais sugerem que agentes marroquinos teriam orientado e facilitado o movimento, em vez de contê-lo, o que levanta graves questões diplomáticas e de segurança nacional. O episódio, que resultou em mais de 100 mortes durante as travessias marítimas, está sendo tratado pela juíza María Tardón como um atentado contra a independência do Estado. A investigação agora busca esclarecer a extensão da conivência estrangeira e as violações dos direitos de estrangeiros cometidas durante o período de crise migratória.
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