Espanha atribui crise migratória em Ceuta a desinformação coordenada
Chanceler espanhol afirma que grupos reacionários usaram fake news sobre o Espaço Schengen para incentivar a imigração em massa no enclave.
Pontos principais
- O ministro José Manuel Albares denunciou campanhas que distorceram decisões judiciais para criar falsas expectativas sobre deportações.
- A crise em Ceuta registrou a entrada de cerca de 60 mil pessoas desde o final de julho, resultando em 72 mortes confirmadas.
- O governo espanhol enfrenta pressão internacional e tensões diplomáticas enquanto busca conter a migração irregular na fronteira.
- Cerca de 860 menores desacompanhados permanecem em centros de acolhimento superlotados no território espanhol.
O chanceler da Espanha, José Manuel Albares, declarou que a recente onda de imigração em massa no enclave de Ceuta foi impulsionada por uma campanha coordenada de desinformação. Segundo o governo espanhol, grupos reacionários internacionais disseminaram notícias falsas nas redes sociais, distorcendo uma decisão do Supremo Tribunal do país para sugerir, erroneamente, que não haveria deportações para quem cruzasse a fronteira. A estratégia teria sido utilizada para incentivar a migração irregular em direção ao Espaço Schengen.
O cenário de crise, que já contabiliza cerca de 60 mil tentativas de travessia e 72 mortes por afogamento, gerou tensões diplomáticas e medidas restritivas, como a suspensão temporária da livre circulação pela Itália. Enquanto a União Europeia convoca reuniões de emergência para coordenar uma resposta via agência Frontex, as autoridades locais lidam com a superlotação de centros de acolhimento, que abrigam centenas de menores desacompanhados em condições precárias. A situação é agravada por divergências políticas externas da Espanha, que enfrenta críticas de Israel e tensões com parceiros europeus sobre a gestão das fronteiras.
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