Patrimônio de FIDCs atinge R$ 1 trilhão em meio a alta do risco
O setor de FIDCs superou R$ 1 trilhão em patrimônio, mas enfrenta aumento na inadimplência e pressão por maior transparência nas regras de crédito.
Pontos principais
- Patrimônio líquido dos FIDCs alcançou R$ 1,015 trilhão em julho de 2026.
- Provisão para perdas com inadimplência subiu 40,8% em 12 meses, atingindo R$ 64,9 bilhões.
- Créditos com atraso superior a 90 dias cresceram 62%, totalizando R$ 7,5 bilhões.
- Especialistas apontam que a migração de crédito dos bancos para fundos, com critérios menos rigorosos, elevou a exposição ao risco.
- O Conselho Monetário Nacional endureceu regras para aquisição de direitos creditórios judiciais após fraudes recentes.
- Anbima criou grupo de trabalho para discutir o aprimoramento das normas de provisionamento e transparência do setor.
O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) consolidou uma expansão acelerada no Brasil, atingindo a marca de R$ 1,015 trilhão em patrimônio líquido em julho. O crescimento, impulsionado pela migração de demandas de crédito dos bancos tradicionais para estruturas mais flexíveis, reflete o papel crescente desses veículos no financiamento de empresas e famílias em um cenário de juros elevados.
Apesar do volume recorde, a qualidade das carteiras apresenta sinais de deterioração, evidenciada por um aumento de 40,8% nas provisões para perdas em um ano. Analistas alertam que a busca por retornos em um ambiente de alto endividamento levou à inclusão de ativos de maior risco, pressionando os reguladores a exigir maior transparência e padronização nas metodologias de provisionamento dos fundos.
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